Naná Vasconcelos e Virgínia Rodrigues dias 12, 13 e 14 de junho, no Sesc Vila Mariana

Naná Vasconcelos e Virgínia Rodrigues dias 12, 13 e 14 de junho, no Sesc Vila Mariana

Rara oportunidade de assistir ao encontro de dois dos maiores nomes da música afro-brasileira, Naná Vasconcelos e Virgínia Rodrigues estarão no teatro do Sesc Vila Mariana, dias 12, 13 e 14 de junho, feriado de Corpus Christi. No repertório, os afro-sambas de Baden e Vinícius, Villa-Lobos, Nelson Cavaquinho e uma homenagem aos orixás.

Num dos mais históricos encontros da música afro-brasileira, o percussionista Naná Vasconcelos convida a cantora baiana Virgínia Rodrigues para uma temporada de shows no teatro do Sesc Vila Mariana, dias 12, 13 e 14 de junho. O repertório vai do samba de roda baiano ao maracatu pernambucano, passando pelos afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes, Nelson Cavaquinho, Villa-Lobos e uma homenagem aos orixás. Com eles no palco, o violoncelista Lui Coimbra e o violonista Alex Mesquita.

O encontro dessas duas personalidades se deu quando Naná Vasconcelos estava gravando o consagrado documentário “Diário de Naná”, um profundo trabalho de pesquisa de sons da região do recôncavo baiano. Ao gravar em Salvador, conheceu e convidou Virgínia Rodrigues para uma das cenas mais inspiradas do documentário, feita nos porões do Mercado Modelo de Salvador. “Percebi no canto de Virgínia Rodrigues todo o lirismo que a África nos deu. Sim, porque a música de lá também tem esse aspecto muito pouco comentado e explorado aqui no Brasil”, observa Naná.

O show tem dinâmica própria pela capacidade de improvisação e sensibilidade dos artistas. Dentre as músicas apresentadas estão Bocochê e Canto de Xangô, ambas do mítico repertório de afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Já de Nelson Cavaquinho e Elcio Soares, a luminosa Juízo final, eternizada na voz de Clara Nunes e ganhando novo brilho na interpretação de Virgínia Rodrigues, com as intervenções de Naná. Ainda Melodia sentimental, de Heitor Villa-Lobos e uma seqüência sonora em homenagem aos orixás. Tudo com um toque pessoal de cada músico no palco.

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